Plugging IN the leaks

Última cena do belo filme “Mirror, Mirror”, estrelado por Júlia Roberts  e Lily Collins.

Vale à pena assistir. O filme aparentemente indicado de forma exclusiva para público infantil  (isso explica a cara do fiscal da sala de cinema ao me ver entrar rsr) surpreende por seu humor leve e sua diligência com detalhes de atuação e produção (transições de cena lindíssimas), apesar de contar erros de verossimilhança (vamos dar um crédito a mais afinal estamos falando de contos de fada rsrs). Branca de Neve, que desta vez não come a maçã, mostra-se uma jovem que apesar de frágil e inexperiente é completamente capaz. Com a ajuda de seus amigos anões, ela descobre que os visto como mais fracos podem sim ser fortes e derrotar os inimigos, mas para isto precisam corajosamente enfrentá-los sem medo, sem deixar que sua aparência indefesa os desestimule ou os convença do contrário. Aprendida a lição, a jovem princesa surpreende a todos com sua bravura e obstinação por lutar contra as injustiças. Chegando a mocinha, até mesmo, a salvar seu príncipe! Mas isto não tirou o mérito do amado, pois também demonstrou bravura ao defendê-la dos perigos e em troca ganhou a mão da bela princesa.

Vale comentar, também, que a música da última cena que diz “I believe in love” soa como uma declaração final de que ainda se pode acreditar no “amor verdadeiro” dos contos de fada. Isso seria possível, pois agora a princesa não aguarda semimorta ser resgatada enquanto tudo acontece ao seu redor - modelo de história muito criticado por valorizar uma passividade diante de dificuldades e pela idealização de uma figura singular de príncipe. O filme, sem dúvidas, também é uma clara tentativa de renovação do prestígio de certos contos de fada tão criticados nos dias de hoje por sua visão “irreal” dos fatos. 

Mas o que realmente interessa dizer é que a última cena foi incrível! Sério, fiquei pasma. Branca de Neve dança uma música no estilo Bollywood celebrando seu casamento. Uma cena linda para marcar a alegria do povo do reino que, após anos de opressão, pode voltar a ser um feliz e “dançante” como antes! :)

Curtam bastante a cena! Linda demais. Só não mais linda do que quando vista após assistirmos o filme inteiro rsrs. 

Espelho de Ojesed

Orgulho, preconceito, e em meio a tantos sentimentos e desentendimentos, aquilo que realmente sufocava os corações de Mr. Darcy e  Lizzy: O amor. É sobre uma das sequências de cena mais tristes do filme mais querido de todas as românticas que conheço que venho falar. Como pode existir dentro de um coração a disputa entre coisas tão destoantes em importância?

figure out

Existindo tão forte paixão dentro do coração de Lizzy, como poderia ela ser vencida pelo ódio? Como poderiam seus lábios pronunciarem a tão dolorosa mentira de não amar frente à declaração de Mr. Darcy – seu maior desejo? Venho falar sobre como nos sentimos quando somos capazes de deixar que um dos sentimentos mais belos que um dia vieram a brotar e crescer dentro de nós seja vencido por razões tão incompreensíveis. Razões que de tão desprezíveis perto do amor, são capazes de gritar em nossos ouvidos a cada dia o quanto somos covardes. 

Cena 1

O espelho de Ojesed é aquele que revela não apenas o reflexo, mas desejo mais profundo da alma de alguém. Depois de tal proeza - negar seu amor por Mr. Darcy - Lizzy encontra-se desolada. E frente a um espelho(em uma das minhas cenas preferidas do filme) ela passa grande parte do dia, pasma, sem esperanças, sem palavras. Acabara de cometer o ato mais absurdo. Um pecado contra a própria vida. Olhara nos olhos de seu amor e emudecera. Não retirou suas palavras, não se moveu. Deixou que ele partisse. Com o coração enganado. Pensando que ela não o amava. Eis aí o maior absurdo de todos. Diante de nós, diante de Elizabeth. 

Enquanto se fitava no espelho tentando entender como algo tão triste e drástico teria sido possível, sua esperança diminui até se tornar a luz de uma vela. Nesta bela cena do filme, a luz, que antes abrangia o quarto inteiro, diminui com a chegada da noite, sobrando a última chama, que iluminava a face de Elizabeth.

Espelho de Ojesed

Ser seu maior desejo, no entanto, não a impediu de escolher o orgulho e o preconceito. O ódio. Ou qualquer das pequenas razões. Se sentia só e perplexa. À sombra de quem nunca quis ser. De alguém que agiu como nunca sonhara agir. A mais romântica de todas sendo a pior de todas as românticas. Dizem que todas as cartas de amor - leia-se declarações de amor - são ridículas. Talvez por isso a tristeza, o erro, o engano, tenham vindo para tornar verdadeiramente claro às românticas de plantão que com o coração não se brinca. Antes os posts - leia-se cartas - românticos e bregas que os tristes silêncios do coração sem esperanças. 

Desing thinking

Uma literatura que considero interessante! Ainda não li, mas já está na minha lista de livros pra ler!! :)

Da série encontros emocionantes, aqui vão dois encontros para os quais preciso tirar o chapéu. Cenas de tirar o fôlego de duas novelas produzidas pela Globo. Olhares emocionados, vidas inteiras de espera que se realizam num só momento, num só abraço. Para mim reencontros são algumas das coisas mais lindas do mundo. Confesso que também anseio por alguns desses momentos. Sou grata a Deus pelas reencontros que me foram proporcionados, e pelos que ainda serão!

(No link você pode ver o reencontro de Verbena e Carlos na novela “Amor Eterno Amor”) > http://tvg.globo.com/novelas/amor-eterno-amor/capitulo/verbena-recebe-carlos-na-porta-de-casa.html#cenas/1869538

Na falta de tempo para escrever sobre os belos assuntos que guardo em segredo, vou compartilhar este belo vídeo que assisti em minha aula de audiovisual, cujo personagem principal é a chuva chegando alegremente em Amsterdam :)

Notando o Cinema Brasileiro!

     Para comemorar minha recente decisão de aprofundar-me em descobrir o cinema brasileiro e suas potencialidades, aqui vai uma singela cena de “Saneamento Básico, o Filme”. Acredito que, além de singela, a cena consegue ser incrível, por notar, expor, legitimar(!) a profundeza existente na simplicidade cotidiana - presente até mesmo no ato de se ir a um salão de beleza! 

     Esta simplicidade também é percebida em toda a história do filme. Afinal, personagens “indignos” de serem protagonistas ou criadores de uma trama são convidados a elevar seu potencial criativo ao ápice, nos surpreendendo e desafiando com sua “incapacidade”. :)

     No trecho, Silene, personagem interpretada por Camila Pitanga, recita um texto de cor cujo tema é uma de suas paixões, o cabelo!

(Source: youtube.com)